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  Este livro escrito por José Gonçalves é uma reflexão filosófica, política e espacial onde o mar desempenha um papel fundamental. A obra foi escrita numa linguagem complexa, paradoxal " cada poro da sua criatividade e molécula de humanidade que jamais tentara encarcerar em si"(p.14) ou expressões como " a ligação entre todos os corpos constituintes da declaração e que possível torna a sua declaração." ( pag.129) obrigam o leitor a pensar a linguagem.   Existem marcas auto-biográficas do escritor na obra, não só porque o escritor experienciou uma vida de marinheiro mas também pelas reflexões políticas. " Soltam-se as amarras", na verdade o livro está repleto de referências aos diferentes espaços do mar, o espaco das partidas e das chegadas e o espaço das reflexões feitas ao observar o mar " a dor da ausência nunca se divorcia de nós" (pag.29). O capítulo um, foca-se muito nesse espaço do mar: " O mar continua a ser o melhor chão que tive, o ...

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