Estômago
Estômago é um filme de Marcos Jorge exibido pela primeira vez no Rio de Janeiro em 2007, é uma agradável surpresa produzido por uma companhia italiana e brasileira. O personagem principal é Raimundo Nonato, um homem simples do interior do Brasil que emigra para a cidade e rapidamente aprende a cozinhar. É através do seu talento para cozinhar que consegue encontrar trabalho, encontrar um abrigo e conhecer Iría, uma prostituta local que aceita dormir com Nonato em troca das " cochinhas" e de outros petiscos que ele cozinha com grande primor.
Com o tempo, a comida de Nonato torna-se conhecida no Bairro até que chama a atenção de Giovanni, o propriétario de um restaurante italiano que o convida para ser seu assistente na cozinha e ser em simultâneo aprendiz da sua mais refinada comida italiana.
O filme apresenta momentos de analepse e prolepse perfeita. Enquanto o actor Nonato nos vai contado a sua história, vemos que está na prisão por algum crime cometido durante o período passado no restaurante italiano.
Interessante é notar como o personagem construído apartir de uma imagem do homem simples, ingénuo e aprendiz acaba por ter a mestria da cozinha e atingir a compreensão das muitas lições que a comida pode ter: a comida capaz de definir a condição social, a comida que não compra o amor de uma mulher, a comida como fonte de conhecimento cultural (Nonato entende que toda a comida tem uma história e que por isso na Colombia se comem formigas e na Itália queijo com mau cheiro...).
Uma história, muitas lições, e um enredo muito bem conseguido. Um filme que deve ser visto só depois de comer.



Ao ver o título do filme, a tua sinopse e análise acabei por sorrir, pois veio-me à lembrança o quanto me ri nesse filme. Já aqui passou no Espalhafitas já há algum tempo.
ResponderEliminarMas a boa disposição do filme, a sensibilidade e ingenuidade no bom sentido, acabam por nos devolver momentos de humanização quase esquecida.
Ainda bem gostaste e que te fiz recordar boas memórias. A verdade é que tenho vindo a descobrir cada vez melhores filmes no cinema brasileiro e às vezes são tantos e tão bons que a escolha se torna difícil.
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