Sal de Prata

Este  filme dirigido por Carlos Gerbase  é positivamente surpreendente: a história é inconvencional, fala sobre a vida de Veronese, um escritor de guias cinematográfico que vive uma vida real como cada um de nós e escreve várias curtas e longas metragens. Veronese (Marcos Breda) morre e de repente os seus amigos, namorada e filha ( que era desconhecida até então)  passam  a duvidar ou interrogar-se sobre o que era real ou irreal na vida do escritor.
  Os actores do filme Maria Fernanda Cândido, Camila Pitanga, Bruno Garcia, Marcos Breda fizeram uma prestação exelente.Quem vê o filme passa a duvidar sobre quem diz a verdade, quem diz a mentira, quem tenta sobrepor-se ou não profissionalmente no mundo do cinema. O filme traz subjacente outras dúvidas e contradições: uma delas é fazer os profissionais de cinema duvidar se cinema é o que se faz com sal de prata ( referência às primeiras máquinas cinematográficas onde eram necessários cristais para se fazerem filmes) ou se afinal o cinema é muito mais do que isso: é uma arte que pode ser gravada  em novas máquinas digitais, com mensagens mais alternativas e curtas. 
  A meio do filme outras histórias desenrolam-se e é curioso entender que Cátia ( Maria Fernanda Cândido) passa através da leitura de roteiros e da visualização da gravação de videos e filmes a entender a diferença entre a musa do cinema Cassandra ( aqui reprensentada por Camila Pitanga) que personifica a imaginação da musa do cinema e o amor que um homem criativo sente  por uma  mulher real.
  Esta história foi feita também para fazer pensar o tele espetador no sentido que desde o início até ao fim existe a permanente ideia que muitas vezes as pessoas escolhem uma actividade profissional que não é bem renumerada por paixão e por isso a maior parte dos profissionais que se mostram mais  apaixonados  pela sua profissão são aqueles que enfrentam dificuldades económicas...por isso é emocionante quando no fim Cassandra ganha um prémio de cinema em conjunto com o seu grupo no "Filme de Mentira". Devido à riqueza e diversidade das mensagens a ser transmitida pelo filme é inclusivé dificil especificar o género do filme, sendo que a história é acompanhada pelos subtitulos do andamento de uma grande opera trágica que mostra em simultaneo a morte de um grande amor e ilustra as peripécias cómicas e/ou contraditórias da vida de cada um. Um filme para divertir mas sobretudo para fazer pensar...

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